Os mensageiros distraídos

Lucio, N. [psicografado por] Francisco Cândido Xavier – ©1950 – Jesus no Lar – 37ª Ed. 2018

Os ouvintes do culto da Boa Nova discorriam sobre as polêmicas que se travavam incessantemente em torno da fé, nos círculos do farisaísmo de várias escolas, quando o Cristo, dentro da profunda simplicidade que lhe era característica, narrou, tolerante:

— Um grande senhor recebeu alarmantes notícias de vasto agrupamento de servos, em zona distante da sede do seu governo, que se viam fustigados por febre maligna, e, desejoso de socorrer os tutelados que sofriam na região remota de seus domínios, enviou-lhes mensageiros de confiança, conduzindo remédios adequados à situação e providências alusivas ao reajustamento geral.

Os emissários saíram do palácio com grandes promessas de trabalho, segurança e eficiência na missão; todavia, assim que se viram fora das portas do senhor, começaram a rixar pela escolha dos caminhos.

Uns reclamavam o atalho, outros a planície sem espinheiros e outros, ainda, pediam a passagem através dos montes.

Longos dias perderam na disputa, até que o grupo se desuniu, cada falange atendendo aos próprios caprichos, com absoluto esquecimento do objetivo fundamental.

As dificuldades, porém, não foram solucionadas com decisão. Criados os roteiros diferentes, como que se dilataram os conflitos. Reduzidas agora, numericamente, as expedições sofreram, com mais rigor, os golpes esterilizantes das opiniões pessoais. Os viajantes não cuidavam senão de inventar novos motivos para o atrito inútil. Entre os que marchavam pelo trilho mais curto, pela vargem e pela serra lavraram discussões improdutivas, contundentes e intermináveis. Dias e noites preciosos eram desprendidos em comentários ruidosos quanto à febre, quanto à condição dos enfermos ou quanto às paisagens em torno. Horas difíceis de amargura e desarmonia, de momento a momento, interrompiam a viagem, sendo a muito custo evitadas as cenas de pugilato e homicídio.

Surgiram as contendas, a propósito de mínimas questões, com pleno desperdício da oportunidade, e, em razão disso, tanto se atrasaram os viajores do atalho, quanto os da planície e do monte, de vez que se encontraram no vale da peste a um só tempo, com enorme e irremediável desapontamento para todos, porquanto, à míngua do prometido recurso, não sobrara nenhum doente vivo na carne.

A morte devorara-os, um a um, enquanto os mensageiros discutidores matavam o tempo, através da viagem.

O Mestre fixou nos aprendizes o olhar muito lúcido e aduziu:

— Neste símbolo, temos o mundo atacado pela peste da maldade e da descrença e vemos o retrato dos portadores da medicação celeste, que são os religiosos de todos os matizes, que falam na Terra, em nome do Pai. Os homens iluminados pela sabedoria da fé, entretanto, apesar de haverem recebido valiosos recursos do Céu para os que sofrem e choram, em consequência da ignorância e da aflição dominantes no mundo, olvidam as obrigações que lhes assinalam a vida e, sobrepondo os próprios caprichos aos propósitos do Supremo Senhor, se desmandam em desvarios verbais de toda espécie. Enquanto alimentam o distúrbio, levianos e distraídos, os necessitados de luz e socorro desfalecem à falta de assistência e dedicação.

E afagando uma das crianças presentes, qual se concentrasse todas as esperanças no sublime futuro, finalizou, sorridente e calmo:

— A discussão, por mais proveitosa, nunca deve distrair-nos do serviço que o Senhor nos deu a fazer.

Diagnóstico usando as técnicas de Radiestesia

Por Julian Barnard em Um guia para os remédios florais do Dr. Bach-1979

Healing_Site_Blog_Simples_Questao_Diluicao_Entrevista_Julian-640-x-640-px-2Algumas pessoas têm a habilidade de determinar o remédio apropriado para o paciente através de várias técnicas de adivinhação. Nos casos em que esse processo é usado com o devido cuidado, essa maneira de prescrever é extremamente eficiente. É preciso lembrar, entretanto que a experiência e o treino do praticante são muito importantes: é vital a precisão ao diagnosticar e, a menos que a precisão seja segura e certa, e possa ser validada pelos resultados do tratamento, esta forma de tratamento acaba criando uma complicação desnecessária. E assim ficamos diante da questão de por que preferir trabalhar no escuro quando é tão fácil ver.

Contudo, tendo feito essas observações quanto à questão da qualidade do nosso diagnóstico, talvez seja útil saber quais técnicas de adivinhação são usadas para diagnosticar e quando elas podem ser particularmente úteis. A sensibilidade do praticante varia. Algumas pessoas são capazes de manter a imagem do paciente em mente, correr o dedo pela lista de remédios ou vidros das essências para detectar que remédios estão sendo necessários. O processo às vezes fica registrado na consciência como um conhecimento direto, uma sensação de formigamento, um choque elétrico agudo no dedo, até mesmo um soluço repentino. Outras pessoas usam o pêndulo, e com um sinal convencionado para ‘sim’ e para ‘não’, conseguem detectar os remédios corretos. Às vezes, uma ‘testemunha’ se faz necessária: uma fotografia do paciente, uma mecha de cabelo ou algo semelhante. Se o paciente está presente, é possível, segurando-lhe a mão e tocando um remédio de cada vez, obter uma resposta sobre o remédio necessário.

Diante desses fatos, esses métodos poderiam ser rápidos e eficientes. Se temo mesmo habilidade de usar o pêndulo com precisão podemos detectar um traço que pode ser difícil de diagnosticar de uma maneira mais normal. Se estamos diante de um impasse e não conseguimos encontrar o remédio, podemos tentar fazê-lo com a ajuda de um pêndulo. Porém, é evidente que um conhecimento completo dos remédios é muito útil no final das contas, pois torna possível empregar todas as habilidades do conhecimento humano para ajudar o paciente, o que é diferente da simples prescrição de um remédio, confiando que este vai fazer tudo. Na maioria dos casos, é importante explicar para o paciente por que um remédio está sendo receitado, de modo que ele possa compreender qual é o seu problema e possa trabalhar para superá-lo. Se conhecemos suficientemente os remédios, nem sempre será necessário recorrer ao pêndulo.

Alguns praticantes de técnicas de radiestesia empregam o princípio dos Remédios de Bach no tratamento ao transmitirem a ‘frequência’ de uma determinada essência para o paciente. Isso não implica o líquido físico do remédio, mas o paciente recebe os mesmos benefícios como se o tivesse tomado pois a vibração de cura é recebida diretamente pelo corpo sutil. Quando essas técnicas são usadas, os frascos da essência matriz ou o nome do remédio são colocados numa relação especial com a testemunha, talvez através de um padrão de cura particular. Alguns curadores podem projetar a qualidade de um remédio sem fazer uso de nenhum instrumento ou equipamento externo, e embora esse procedimento possa nos desviar um pouco do escopo da prática ordinária, é bom notar uma coisa: se numa emergência temos os remédios conosco, então está bem que os usemos; mas se de repente nos virmos diante de uma situação em que as essências são necessárias, mas não dispomos delas naquele instante, podemos apelar pela sua ajuda, concentrando-nos intensamente em suas propriedades específicas de cura. Se pudermos entender a natureza sutil com que os remédios atuam, então não será estranho para nós trabalhar dessa maneira. Assim como há um poder de cura na essência das flores, há também um poder de cura no pensamento.

Como prevenir a infecção por Coronavirus?

Traduzido por Antonio César – do Blog de Tiejun Tang:

https://chinesemedicinesalon.blogspot.com/2020/01/how-to-prevent-coronavirus-infection.html?spref=fb&m=1  em 25/01/2020 às 21:21

Tiejun Tang

Estamos todos cientes do novo vírus do coronavírus que se espalha de Wuhan em toda a China e além dela. Essa doença é muito semelhante à epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave  (SARS) de 2003, que se originou na China e se espalhou para 37 países com 8098 casos e 774 fatalidades . Os patógenos são de um subtipo diferente de coronavírus; Seu período de incubação é maior que o da SARS e seus sintomas são ligeiramente diferentes.

O SARS se espalhou inicialmente de Guangzhou, no sul da China, e eu estava trabalhando naquela cidade quando o SARS começou a se espalhar. Nosso hospital é um dos principais hospitais de Guangzhou, por isso aceitamos e tratamos muitos pacientes. Quando os pacientes foram diagnosticados com SARS, eles foram isolados e tratados com a medicina moderna. Meu professor de doutorado, o professor Deng Tietao, sugeriu ao governo central o uso da medicina tradicional chinesa e, após o envolvimento da medicina herbal chinesa, a taxa de mortalidade foi significativamente reduzida.

Fitoterapia chinesa foi amplamente utilizada para prevenir a infecção por SARS. Muitas pessoas tomaram a decocção à base de plantas de Banlangen (Radix isatidis), que provou ter uma função antiviral. ‘[1] Durante o período epidêmico da SARS em Hong Kong, havia 2.601 equipes médicas administradas com a decocção Kandu Bufei.. Foi confirmado que 1.063 pessoas haviam tomado por duas semanas sucessivas, de acordo com a solicitação, e haviam retornado a eficácia do monitoramento do questionário. Eles eram considerados o grupo de tratamento. O grupo controle era composto por 15.374 indivíduos que não tomavam medicamentos fitoterápicos chineses. o grupo de tratamento contraiu a infecção por SARS enquanto no grupo controle, 64 (0,4%) estavam infectados. [2]

Uma extensa pesquisa farmacológica mostrou que muitos medicamentos fitoterápicos chineses têm efeitos antivirais muito bons de várias maneiras. [3] Fitoterapia chinês pode impedir a ocorrência de infecção por coronavírus. Possivelmente está melhorando os sintomas através do aumento da imunidade do corpo. Os ingredientes da decocção Kandu Bufei foram baseados na fórmula clássica de Yupingfeng San, que é registrada na dinastia Yuan em 1345 DC. Yupingfeng em chinês significa tela de jade. Isso significa que, como uma tela de jade, este medicamento pode proteger as pessoas dos males do vento. Pesquisas modernas mostraram que uma fórmula modificada de Yupingfeng San pode inibir infecções virais respiratórias in vitro e in vivo. [4]

A infecção por coronavírus é evitável. Usar uma máscara, lavar as mãos e beber muita água pode ajudar a prevenir a infecção, mas a melhor maneira de prevenir a infecção por coronavírus é tomar uma decocção de ervas chinesas. Você pode acessar sua clínica de ervas chinesa local para obter sua tela de jade. Isso ajudará você a ficar seguro contra o risco de coronavírus.

 

Referências

  1. Zhou WResearch progress of Chinese herbal medicine Radix isatidis (banlangen).
          Am J Chin Med. 2013;41(4):743-64.
  2.  Liu Dehui.Clinical Observation on the Preventive Effect of KangduBufei Decoction on Acute Severe Respiratory Syndrome. Chinese Journal of Integrated Traditional and Western Medicine. 2004; 24(8): 685-688.
  3. Jun Huang. Antiviral Herbs – Present and Future. Infectious Disorders – Drug Targets, 2014, 14, 61-73.
  4. Liu Q.Jiawei-Yupingfeng-Tang, a Chinese herbal formula, inhibits respiratory viral infections in vitro and in vivo.J Ethnopharmacol. 2013; 150(2):521-8.

O processo do Perdão

Ian White em Essências Florais Australianas, 2ªedição – 1994 – páginas 77 e 78

IanWhitePara fazer este exercício, o ideal é você encontrar um lugar quieto e privado onde possa falar em voz alta sem receio de ser ouvido ou perturbado por alguém. O exercício pode ser feito em várias vezes ou de uma só vez, porém, se escolheu a última opção, previna-se, pois, o exercício pode demorar algumas horas.
Após deitar-se ou sentar-se confortavelmente, respire profundamente e feche os
olhos. Permita-se entrar num estado de reflexão e relaxamento. Então peça para ser apresentada numa forma visual às pessoas das quais você guarda ressentimentos. Somente uma pessoa aparecerá de cada vez e em primeiro lugar aquela com quem você tem um maior número de assuntos a resolver – quase invariavelmente aparecerá primeiro um dos pais, em seguida, o outro.
Quando vir uma determinada pessoa ou pressentir quem seja, ela ou ele, visualize um cordão saindo do umbigo da pessoa e ao mesmo tempo um cordão saindo do seu próprio umbigo. Dê um laço unindo as duas pontas de cada cordão. Então, falando em voz alta, pronuncie o nome da pessoa e em seguida: “O ressentimento que guardo contra você por … e mencione tudo aquilo que faz sentir-se ressentido ou amargurado com aquela pessoa”.
Após ter falado tudo, diga o nome da pessoa e: “O ressentimento que guardo contra você eu agora libero. Eu o amo e o perdoo”. Enquanto você fala “Eu o perdoo, visualize uma tesoura em sua mão e corte o cordão imaginário que está unindo você à pessoa. Repita todo o exercício por duas vezes e tente mencionar ressentimentos que talvez tenha esquecido nas primeiras vezes, repetindo novamente aqueles já mencionados anteriormente.
Após ter completado os dois exercícios adicionais você então muda o processo. Isto é feito da seguinte maneira: Amarre os dois cordões, o seu ao da outra pessoa e desta vez ao pronunciar o nome da pessoa diga: “O ressentimento que VOCÊ tem contra MIM por….”
Aí cite os fatos pelos quais você imagina que a pessoa possa ter algum ressentimento contra você. Para completar, diga novamente o nome da pessoa e: “Por todas essas coisas pelas quais VOCÊ guarda ressentimento contra MIM, eu agora o perdoo. Eu o amo e o liberto”, e corte o cordão imaginário. Como antes, repita o exercício duas vezes.
Agora você está apto a empenhar-se na resolução de assuntos com a próxima pessoa, portanto peça nesse momento para vir à mente a visualização de outra pessoa contra a qual guarda ressentimentos.

 

Carta de Edward Bach aos colegas de profissão

Dr.BachMount Vernon,
Sotwell, Wallingford, Berks,
26 de Outubro de 1936
Caros Colegas
Seria maravilhoso formar uma pequena Fraternidade sem hierarquia ou
escritório, ninguém maior ou menor do que o outro, que se devotasse aos seguintes
princípios:
I. – Que nos foi revelado um Sistema de Cura que a memória dos homens desconhecia
e, através da simplicidade dos Remédios à base de Flores podemos anunciar com
CERTEZA, absoluta CERTEZA, o seu poder de vencer a doença.
II. – Que nunca criticaremos nem condenaremos os pensamentos, as opiniões e as
idéias dos outros, sempre lembrando que todos são filhos de Deus, cada um
empenhando-se, à sua maneira, para encontrar a Glória de seu Pai.
III. – Que nos levantaremos, como cavaleiros antigos, para destruir o dragão do medo,
sabendo que nunca poderemos dizer uma palavra de desencorajamento, mas que
podemos trazer ESPERANÇA sim, e principalmente CERTEZA aos que
sofrem.
IV. – Que nunca seremos arrebatados pelo aplauso ou pelo sucesso que encontraremos
em nossa Missão, pois sabemos que somos apenas os mensageiros do Poder Maior.
V. – Que conforme as pessoas se recuperarem, anunciaremos que as Flores do campo,
que as estão curando, são a Dádiva da Natureza, que é a Dádiva de Deus. Assim
as traremos de volta à crença no AMOR, na MISERICÓRDIA, na terna
COMPAIXÃO e no PODER do SUPREMO SENHOR.

Edward Bach.

As flores da fronteira

POR RICARDO OROZCO © 2019

Publicação Original: https://anthemon.es/publicaciones/articulos-ricardo-orozco/236-las-flores-de-la-frontera

Traduzido por Antonio César

flores_frontera_900Se classificarmos as essências florais de Bach na ordem em que foram descobertas, temos 3 grupos:

1º: os 12 curadores

2º: os 7 auxiliares

3ª: os últimos 19

O primeiro grupo está relacionado, pelo menos no início da obra de Bach, com 12 personalidades que  envolvem um defeito para resolver e uma lição para aprender, vinculada com a correção desse defeito. Uma tarefa da alma neste “dia da escola terrena” chamado vida. A alma, ao encarnar, se veste de carne e mente para adquirir um aprendizado.

O segundo grupo, sempre a partir dos textos iniciais do Dr. Bach, está relacionado a redirecionar a personalidade primitiva para o caminho traçado pela alma, que coincide com as doze personalidades anteriores.

Finalmente, o terceiro grupo, que Bach chama de flores mais espiritualizadas, parece destinado a nos ajudar a lidar com as dificuldades, muitas vezes dramáticas, que podem nos tirar do caminho.

Com o passar do tempo, e sobretudo após os esquemas misteriosos de Bach, o “espelho” e “circular”, surgiram teorias interessantes que de alguma forma propuseram uma estrutura hierárquica, tanto evolutiva como tratamento cotidiano.

Mas além dessas considerações, não deixa de me surpreender as primeiras e últimas flores de cada grupo, as flores de limite, de uma fronteira hipotética, que se tornam o interruptor de início e fim de três grupos bem diferenciados. E isso tem um grande significado para mim, porque cada flor inicial é o motor que impulsiona um lote floral, e o último se torna um final, o que leva o próprio Bach a acreditar que seu sistema está acabado. Não acerta quando os dois primeiros grupos se concluem, mas quando finaliza o terceiro.

Se olharmos de perto o primeiro grupo, vemos que ele começa com Impatiens (1928 e 1930)[1] e termina com Rock Rose (1932). Além do fato de que estas são duas tipologias, as essências têm uma ampla gama de ação em todos os seres vivos. Ele está trabalhando em duas flores funções instintivas, sobrevivência, conectadas com circuitos de alarme (aceleração e pânico), então eles serão incorporados no que é agora conhecido como Rescue Remedy. É que essa alma imortal encarnada em um corpo precisa que o frágil vestido perecível em que vive sobreviva numerosos perigos e armadilhas.

Quando o Dr. Bach prepara Rock Rose, que ele chama inicialmente de Rescue (Resgate), acredita que o sistema está completo e publica The 12 Healers – Os 12 Curadores (1932). Na verdade, se passam entre 9 e 10 meses de trabalho intenso e frutífero com apenas estas doze essências, até o aparecimento do primeiro auxiliar: Gorse (1933). Se pensarmos nele descobrimos que, ainda que se sobreviva fisicamente, você pode render-se às dificuldades da vida, jogar a toalha e desistir, navegar à deriva renunciando a toda a participação e deixando que seja qualquer outro, talvez o acaso, quem governa o navio.

E, precisamente, pode ser que tenhamos perdido o rumo, o caminho traçado pela alma, que nos leva à necessidade de um guia intuitivo. É preciso recuperar o roteiro traçado pela alma. Porque a vida tem um significado preciso, embora agora não o entendamos e muitas vezes estejamos tão perdidos. É por isso que Bach prepara em 1934 Wild Oat, a bússola inteligente para recuperar a direção perdida.

E será com essa essência última com a qual Bach dá por concluída a busca das essências, embora ainda não saiba que esperam por ele outras 19. Se retira para a casa de Sotwell, onde espera descansar e garantir que o seu trabalho se consolide e difunda.

Porém as tarefas da alma às vezes implicam provas terríveis. E por isso não me surpreende que em 1935, o próprio Bach sofre uma terrível dor de sinusite que o impele a preparar Cherry Plum, a essência que se destina a recuperar a calma quando acredita que vai ficar louco. Assim começaria o dramático ciclo do terceiro grupo. Lembremos que nessas últimas essências Bach experimenta na própria pele, e uma forma maximizada, os estados que vão levar a encontrar a essência precisa que ajudará a superá-los. Nora Weeks é clara a esse respeito. [2]

Se trata assim de uma prova duríssima de seis meses que termina na apoteose, ou melhor, no apocalipse, de Sweet Chestnut. E esta essência da angústia existencial, da noite escura da alma, explica a morte simbólica do ego e o nascimento de uma nova personalidade, agora definitivamente orientada ao ditame da alma. Por isso é lógico que seja Sweet Chestnut a última flor do sistema … desta vez definitivamente. E creio que Bach foi consciente disso, já que ele sobreviveu quatorze meses após sua última criação, treze deles trabalhando, fazendo conferências, apesar de sua saúde sempre frágil. Poderia ter preparado mais 30 essências naqueles últimos treze meses, se pensarmos que o método de cozimento é mais curto que o método de solarização, e dado que em apenas 6 meses de 1935 obteve 19 novas flores. Mas não, ele percebeu que Sweet Chestnut é a flor definitiva, o verdadeiro fim da criação e o nascimento de um sistema completo, como o conhecemos hoje.

[1] Inicialmente, o Dr. Bach prepara Impatiens pelo método homeopático, por dois anos após a solarização da essência.

[2] Veja Weeks, Nora. As descobertas do Dr. Edward Bach. Lidiun Buenos Aires, 1993 / Indigo. Barcelona, ​​2007.

 

A harmonia das flores

Dr. José Maria Campos (Clemente), no livro “Os sete remédios solares – a ação curativa das flores e dos metais”

As flores representam a etapa de máxima sutilização da matéria no reino vegetal. Para elas convergem substâncias e forças terrestres que ascendem do solo e se elevam de patamar em patamar dentro do campo vital da planta. Por outro lado, as flores são o gesto sublime de entrega do vegetal à luz. Nessa doação ele incorpora os elementos imponderáveis que lhe chegam de todas as direções do cosmos e os expressa como cores, harmonia de formas, aromas e vibrações.

Por meio das folhas, as plantas se abrem diretamente às influências da luz do Sol. Assimilam sua energia radiante, materializam-na pela fotossíntese sob a forma de substâncias, e assim a introduzem na vida vegetal. Por meio das flores, porém, as plantas se doam por completo à luz e trazem à manifestação material o resultado dessa comunhão. Assim, na formação floral as plantas se elevam acima da vida vegetativa e se relacionam mais intensamente com a vida solar e cósmica, seus ritmos e movimentos.

correntes de forças
As correntes de forças, cósmicas e telúricas, presentes na vida do vegetal

Nas flores se materializa em alto grau o padrão de harmonia da planta. Esse concentrado de energias, impregnado de impulsos de orem e pureza, atua no organismo e no psiquismo humano, favorecendo seu reequilíbrio.

A irradiação das flores toca o ser humano sobretudo no plano etérico e no astral-emocional. Suas cores, a simetria de suas formas, seus perfumes e emanações sutis elevam também o campo etérico do ambiente.

Mas há ainda aspectos mais profundos das flores, aspectos que atingem até a periferia do corpo causal[1] do ser humano, influenciando suas disposições anímicas. É dessa influência que derivam as demais, acima citadas.

 

[1] Veículo de expressão da alma em níveis supramentais. Trata-se de uma estrutura energética que sintetiza as experiências do ser em suas passagens pela Terra