Por que mel e essências florais?

de Jordi Cañellas Puiggros                                                       Tradução livre de Antonio César

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Essence and Honey

A combinação de água, flores e energia solar permite a elaboração das preciosas essências florais. Desde que Paracelsus e outros coletaram as gotas de orvalho que repousavam sobre as flores para obter seus dons terapêuticos, muitos anos se passaram e agora centenas de pessoas elaboram essências. Mas, em um sentido estrito, poderíamos dizer que os primeiros processadores de produção de flores da história natural não eram membros da espécie humana, mas do grupo de insetos, especificamente insetos sociais. Abelhas e não seres humanos foram os primeiros seres para obter um aroma floral, sugando néctar e pólen de flores recém-abertas e desenvolvimento referidos elementos florais para o mel rico e outros produtos com utilidades bem distintas, tais como anti-sépticos própolis, a regenerativa geléia real, ceras repelentes de água, etc. Neste processo, que começa no início da manhã, sempre acompanhado pelo sol, as abelhas recolhem das flores em um ótimo estado de maturação as ditas substâncias, elaborando o mel, que é mais do que o que parece a olho nu. É mais do que algo muito doce, é mais que comida e é mais que um remédio. É tudo isso e muito mais.

Ao combinar mel de qualidade com essências florais, estamos fundindo o trabalho de duas espécies de processadores. As abelhas, que preparam o mel com todo seu conhecimento milenar e seguem os fluxos cósmicos e os humanos que somente nos últimos 80 anos (se deixarmos Paracelso de lado) nos convertemos em elaboradores de preparados energéticos conscientes. Ambos, elaboradores e abelhas trabalham com flores, com respeito e amor e poderíamos dizer que ambos destilamos o nosso trabalho e com a inestimável ajuda dos elementos e os elementais uma essência especial. As abelhas a transformam em seu interior, nós tratamos com nosso cuidado interior de não transformar nada do dom da espécie. Ambas as essências vêm de flores e ambas são substâncias curativas por si mesmas.

A proposta de combinação de mel e essências parte de uma “casualidade”. Sabendo deste casamento entre abelhas e processadores e sendo um apicultor amador (e muito novato, deve acrescentar-se) decidi misturar o mel de alecrim de altíssima qualidade com a essência de Olive, ambos com a função de trabalhar com a energia. Mel de um ponto de vista mais químico, por suas propriedades energéticas e vitamínicas, a essência de Olive para a contribuição da energia etérica. Era trabalhar com energia de duas maneiras diferentes, em dois níveis. Eu preparei vários frascos com os dois elementos e os deixei descansar por 10 meses. Aos dez meses, decidi experimentar o resultado de tal fusão e comprovar se o tempo decorrido reduziu os possíveis efeitos terapêuticos e dei o mel para várias pessoas testarem. Todos os relatórios subsequentes foram idênticos. De cansado e exausto com 2 ou 3 colheres de chá por dia passaram quase a sofrer insônia. Eles tiveram a sensação de tomar uma medicação química muito forte, algo que lhes deu grande energia já desde a primeira dose. Eles dormiam menos e não se sentiam cansados ​​pela manhã. Mas como o sonho é essencial e não deve ser substituído por nenhuma substância (por mais natural que seja) ajustei e personalizei suas doses. Ajustando a dose para 1 vez ao dia ou 2 (ou em alguns casos 1 tomando em dias alternados) as propriedades energéticas e revitalizantes foram preservadas sem seus efeitos colaterais.

Sem querer, havia descoberto inconscientemente que o mel aumentava muito a ação da essência floral de Olive. Mais tarde fiz testes com muitas outras essências florais com resultados que comentarei em artigos posteriores.

O que faz com que o mel e a essência floral Olive sejam tão potentes?

De acordo com especialistas em apiterapia, ou na arte de curar com remédios provenientes das abelhas, mel de alecrim, tudo o mais conhecido é a energia que existe, e este efeito vai além da porcentagem de açúcares que contêm. Podemos associar este benefício com o efeito que o aroma floral de alecrim (preparado entre outros por Katz e Kaminski do Sistema Floral da Califórnia) confere aos que tomam, fornecendo calor, maior calor interno no corpo físico, maior contato com a energia da Terra e, portanto, maior vitalidade, algo semelhante ao que faz a essência floral de Olive. Assim, as duas essências unidas têm sua potência aumentada.

As abelhas realizam a função de armazenar o mel em suas células de seção hexagonal, e os cristais que são mais abundantes no mel de alecrim quando cristalizado também são hexagonais. Com o estudo da assinatura eu já aprendi a valorizar as geometrias da natureza como portadoras de informação e, assim, a figura hexagonal representa a síntese de forças evolutivas e involutivas. Proporciona o poder de criação e manifestação. Ajudam a integrar e relacionar os diferentes planos de manifestação, induzindo o equilíbrio entre o material e o espiritual. Segundo a Geocromoterapia, os hexágonos têm propriedades terapêuticas definidas entre os quais estão o hexágono laranja, que seria a cor mel de alecrim cristalizado (entre amarelo e alaranjado). O referido hexágono laranja ativa e trata o sistema metabólico e endócrino favorecendo reações metabólicas ótimas, sendo um harmonizador biológico e etérico. A partir daqui, pode-se avaliar as propriedades de mel de acordo com os especialistas e lembrar-se que cada tipo de mel tem propriedades terapêuticas diferentes dependendo da planta da qual as abelhas extraíram néctar ou pólen. O mel de Alecrim é indicado para insuficiência do fígado e vesícula biliar, fadiga generalizada, flatulência e cólicas intestinais.

De modo geral, devido às suas propriedades osmóticas positivas, o mel é reconhecido como vetor terapêutico de outros agentes benéficos à saúde, facilitando assim a assimilação da própolis e dos óleos essenciais vegetais, pois o mel é absorvido com enorme facilidade pelo nosso organismo. Assim, os méis promovem a assimilação em seu interior de outras substâncias e, ao mesmo tempo, ajudam-nas a penetrar mais facilmente no corpo humano. Sendo este o caso das substâncias químicas, talvez, seguindo o princípio da analogia, também é verdade para as “substâncias” energéticas. Essa pode ser a chave que explica a sinergia da combinação entre o mel e as essências florais.

Podemos batizar essa combinação de essências florais e mel como Melessência.

Centaury: vítima ou construtor de sua própria realidade?

Por Ricardo Orozco ©2011 (traduzido por Antonio César)

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Centaury

Muitas vezes, pensamos nos Centaury (CEN) como seres presos, prisioneiros, escravos, evidentemente contra sua vontade e, portanto, dignos de compaixão e ajuda.

Seguindo com a escravidão, não encontramos na história da mesma a existência de escritórios de recrutamento onde voluntariamente se apresentaram os escravos acima mencionados para serem matriculados em um comércio doloroso e incerto. Pelo contrário, os mencionados foram despojos de guerra ou, muitas vezes, resultantes do negócio de empreendedores psicopatas e caciques corruptos. Até recentemente, tudo isso era perfeitamente legal e bem considerado pela sociedade da época.

No entanto, acho que devemos tentar compreender um pouco a mente do CEN para abordar objetivamente as situações em que cai.

O CEN corresponde exatamente ao que a psicologia contemporânea entende como uma personalidade dependente. A vantagem desta associação é que, sob este prisma, encontramos literatura científica[1] que disseca perfeitamente a mente, as emoções e o comportamento das pessoas com esse padrão.

Mas que terapeuta medianamente empático não se sentiu comovido e solidário com algum pobre CEN e ao mesmo tempo tentado a aconselhar, resolver ou pelo menos melhorar sua infeliz vida?[2]

Neste artigo, vou tentar evitar a priori o CEN como vítima, com a verificação mais realista do CEN como construtor de sua própria realidade.

A personalidade dependente (ou o CEN que é o mesmo) baseia-se nas seguintes crenças negativas: “Estou totalmente sozinho, totalmente desamparado” “Eu sou inadequado, inútil” “Eu só posso funcionar se eu tiver alguém verdadeiramente competente do meu lado” “Se eles me abandonarem Vou morrer “.

Esse sentimento – convicção de grande desamparo gera uma grande necessidade de cuidar de alguém, o que ativa um comportamento submisso encorajado pelo fantasma do medo de separação, abandono, substituição, rejeição, etc… Em troca de proteção e supervisão, O CEN será totalmente dedicado ao serviço do outro: ele lhe dará amor, ternura e acima de tudo ele será leal, obediente e submisso. Se o outro estiver feliz, ele também será feliz.

Uma característica interessante do CEN é que eles são muito pouco sofisticados mentalmente: isto é, bastante imaturos e infantis. Eles criam um mundo simplista, mas muito mais gerenciável e menos ameaçador do que o real.

Existem 3 mecanismos psicológicos no dependente (CEN para nós) que transcrevo literalmente do trabalho de Theodore Millon[3], tomando a liberdade de adicionar algumas essências à descrição:

  • Introjeção: internalizar a identidade de outra pessoa para dar origem a uma fusão de mais fraca e mais forte, de incompetência e habilidade, de inutilidade e autoconfiança. Quando os dependentes olham para si mesmos, eles percebem inadequação e incompetência (Larch) que refletem sua carência básica de habilidades e conhecimento. Por sua vez, essas introspecções geram sentimentos de deficiência e terror existencial (Sweet Chestnut) antes da possibilidade de abandono e ter que cuidar de si mesmos. O dependente toma emprestado o poder, a habilidade e a auto-estima do outro e, em troca, proporciona sua disposição de estar ao serviço de seus objetivos.
  • Idealização: por exemplo, de seus parceiros. Não concebem estes como seres humanos com suas potencialidades e fraquezas. Os tornam protetores sobrenaturais. É um mecanismo infantil de muitas crianças para com seus pais … seres onipresentes e onipotentes …
  • Negação: Embora a introjeção gere sentimentos tranquilizadores de estar ligado a uma pessoa poderosa, não é capaz de eliminar todas as fontes de ansiedade. A negação (Agrimony) serve para amortecer qualquer sentimento de fatalidade ou apreensão que a introjeção não pode eliminar. Através da criação simplificada de um universo desprovido de dificuldades objetivas, os dependentes acham mais fácil serem ingênuos, infantis e doces. Outra função da negação é evitar que os dependentes reconheçam seus próprios impulsos hostis. Para dependentes, a raiva (Holly) é extremamente ameaçadora. Se eles admitirem que eles a têm, o que os outros poderão fazer então? Isso também destrói a ilusão de segurança e proteção que os tranquiliza.

Mas para todos esses mecanismos que nos ajudam a entender o problema do CEN, adiciona-se outro singularmente preocupante. Geralmente evitam o desenvolvimento de qualquer aptidão que possa levá-los a uma vida mais independente. Portanto, não é estranho que boicotem qualquer tentativa dos demais para desenvolver algumas habilidades, como aprender a dirigir, trabalhar de forma independente, etc. Se eles adotassem essas sugestões, outros exigiriam mais e mais e lhes pediriam para assumir o controle de suas próprias vidas, o que as aterroriza.

Da mesma forma, qualquer tentativa de raiva ou rebelião pode por em perigo a continuidade da “proteção”, basicamente de duas maneiras: ativando raiva contra elas ou criando um precedente de identidade separada, que também as aterroriza. É por isso que eles adotam o papel de seres inferiores (sempre Larch) para proporcionar aos seus pares o sentimento de serem fortes, competentes e superiores, qualidades que os CEN sempre procuram naqueles.

Note-se que, quando os CEN confundem os limites entre eles e outros (CEN + Red Chestnut), a perda de um relacionamento acaba sendo a perda de si mesmos.

Mas, em qualquer caso, apenas pensar sobre a possibilidade de separação ativa todos os mecanismos de ansiedade, mantidos por pensamentos negativos (Gentian) e reiterativa (White Chestnut).

Apesar de tudo, alguns CEN podem parecer felizes nesta vida de auto-sacrifício que escolheram, como a mãe CEN orgulhosa do sucesso profissional de seu filho, a esposa que subordinou completamente sua vida à carreira do marido, etc. Algo assim, como realizar-se através do outro.

Também temos que considerar que os CENs nem sempre são cercados por pessoas sem escrúpulos, embora geralmente sejam atraídos por pessoas dominantes e muitas vezes egoístas (essencialmente Chicorys, Heathers, Vervains e Vines).

A tendência de muitos autores, entre os quais eu me incluo, tem sido freqüentemente considerar a infância do CEN como falta de carinho, ausente, frio, pais tirânicos, etc. No entanto, para Millon[4] e colaboradores, a personalidade dependente é amplamente explicada por:

(…) A superproteção dos pais e desaprovação ativa da autonomia como principais caminhos de desenvolvimento (…)

Nos primeiros meses de vida, os bebês são dependentes e se ligam aos cuidadores que os proporcionam alimentos e evitam estímulos desagradáveis, como fraldas sujas. Mais tarde, eles sentem uma curiosidade convincente e exploram o meio ambiente, usando seus cuidadores como uma base segura e sentindo que o mundo é um lugar seguro que lhes proporcionará suas necessidades básicas emocionais e biológicas. Alguns cuidadores, ao invés de permitir que a curiosidade surjam de forma natural, estão sempre preocupados em fazê-los sentir-se à vontade. Conseguem cancelar qualquer necessidade de explorar o mundo que a criança tem: os pais avançam para dar tudo. Essas crianças são tão mimadas que não têm nenhum motivo para desenvolver as competências que elas precisarão além do microcosmo que seus cuidadores criaram. (…) Não haverá maturidade psicológica se não se rebelarem. (…) Muitos pais claramente desencorajam a independência da criança devido ao “medo de perder seu bebê”.

(…) O dependente no início de sua vida é uma pessoa calorosa que recebe cuidado e atenção e estabelece vínculos normais. Mais tarde, os cuidadores não permitem que a criança desenvolva autonomia (porque eles desfrutam da intimidade proporcionada por uma criança dependente, ou porque eles temem que qualquer tipo de frustração irá gerar problemas posteriores. Primeiro estes cuidados geram confiança. Depois isto se transforma em controle sob a forma de “educação inflexível”. Mais tarde, torna-se submissão e todas as tentativas de obter autonomia levam à culpa. Resultado: uma criança submissa, para quem ser controlada é normal e para quem a independência é uma transgressão A criança internaliza a crença de que, embora outros sejam adequados, ela nunca será (…)

Esta descrição tão esclarecedora nos leva a pensar em pais Chicoroy e Red Chestnut como favorecedores absolutos de padrões CEN. De qualquer forma, também podemos pensar que, de acordo com a visão filosófica de Bach, o CEN escolhe certas circunstâncias ao encarnar:

(…) Cada um de nós tem uma missão divina neste mundo, e nossas almas usam nossas mentes e nossos corpos como instrumentos para realizar essa tarefa (…) Nós escolhemos nossas próprias ocupações terrenas e as circunstâncias externas que nos proporcionarão as melhores oportunidades para nos provar ao máximo (…)[5]

Poderíamos supor que, para aprender a lição Da Firmeza, os CEN escolherem esse tipo de pais. E é certo também , para não cair em um determinismo negativo, que muitos bebês com pais asfixiantes recebem um forte gênio e se rebelam. Desta forma, qualquer tentativa de autonomia, deve superar a culpa que é, portanto, Pine é uma flor de apoio tão importante para o CEN.

Para concluir, os terapeutas devem assistir, como sugerido no início, não caírem no papel de “solucionadores” e, em nenhum caso, dar a entender que o objetivo da terapia seja a autonomia, pois, para o CEN negativo, essa palavra é equivalente à solidão e, por sua vez, significa terror ou, pelo menos, implica a impossibilidade de sobrevivência. Na realidade, o CEN não precisa que o salvemos dos outros, mas fazer, com a ajuda de flores, uma longa jornada para sua consciência emocional onde é possível encontrar os recursos para afirmar um “EU” mais assertivo e mais honesto com suas emoções. Só então o CEN pode realmente ajudar os outros.

 

[1]Vale ressaltar, por exemplo, Distúrbios da personalidade na vida moderna. Theodore Millon et al., O Servier. Masson Barcelona, ​​2006

[2] Certamente, os CEN são os clientes que geram a maior contratransferência (reação ou resposta emocional do analista ao processo detransferência do paciente) nos terapeutas, pois são receptivos, ternos, compatíveis, agradecidos, desamparados, etc. Comparados com os clientes Heather, as contratransferências de diferentes signos são evidentes.

[3] Millon, Obra cit na nota 1.

[4] Millon e col. Obra citada

[5] Bach por Bach. Obras Completas, Escritos Florales. Edward Bach. Extraído literalmente de Libérense a Ustedes Mismos. (pág. 54). Continente (4ª edición, 1999). Buenos Aires.

 

 

 

Sempre Chestnut Bud

Por Ricardo Orozco ©2018 (Traduzido por Antonio César)

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Não é a primeira vez que escrevo sobre Chestnut Bud. Sempre me surpreendeu que o Dr. Bach incorporasse um broto em seu sistema, neste caso o castanheiro. Um broto é sempre uma promessa germinal de algo, talvez um avanço, um projeto que contenha a informação de algo maior, neste caso as folhas, a flor, a fruta … em que as flores de Bach atuam.

Durante anos estudei especulando sobre a possibilidade de que Chestnut Bud seja a essência mais importante do sistema, já que Bach toma a vida como uma escola, onde ele encarna aprender uma ou duas aulas neste espaço educacional necessariamente breve. Admitir isso nos leva a deduzir que aprender é o tema central da existência e, conseqüentemente, que o sistema floral de Bach necessariamente tem que oferecer essências ao serviço desta nobre causa.

tabela 12 curadores

As lições a serem aprendidas, juntamente com os defeitos a corrigir, são sistematizadas em doze e ligadas às primeiras doze essências florais do sistema, os chamados 12 Curadores, que por sua vez estão ligadas a outras tantas tipologias ou personalidades.

Não só os defeitos de personalidade descritos por Bach impedem a aprendizagem ideal. Muitas circunstâncias da vida, como traumas e outras vicissitudes muito diferentes, impedem ou desviam a personalidade do caminho traçado pela alma (o de aprender). E tudo isso exigirá outras flores diferentes que ajudem a gerenciar os vários modos e atitudes que estão acontecendo.

Em suma, o caminho de cada um, neste compromisso espiritual para aprender, pode ser assistido com flores personalizadas que correspondem. Agora, se você pode nomear uma essência global, comum para apoiar todos, este é o Chestnut Bud, a “flor” da aprendizagem.

Embora eu não tenha treinado em Gestalt, sempre vivi cercado por terapeutas que eram. Quando eu ouço termos como “consciência”, “presença” e “responsabilidade”, Chestnut Bud sempre ressoa comigo, a essência que provavelmente mais do que qualquer outra nos ajuda a alcançar essa metaposição tão esperada. Como Claudia Casanovas e Felisa Chalcoff dizem em El Arte de Ayudar, (Great Aldea editores, Buenos Aires, 2009): “Quando vivemos presentes, somos testemunhas que observam tudo o que nos acontece e o que fazemos: nossas emoções, pensamentos, sensações, nossos atos, sem ser totalmente “capturados” por eles. Nós somos essa testemunha que observa. Não somos o que observamos; somos quem observa. Não somos essa emoção; somos quem a experimenta. Não somos nossas idéias;  somos aqueles através de quem essas idéias se manifestam”.

Eu continuaria escrevendo muitas páginas sobre Chestnut Bud, mas eu sinto que com este breve artigo eu contribuo para encorajar o uso desta fabulosa essência … Chestnut Bud, sempre e para sempre Chestnut Bud.

O pequeno cachorrinho negro

Edward Bach

Eu adoraria que Cristo tivesse um pequeno cachorrinho negro,
De pêlo encaracolado e fofo como o meu;
Com duas longas orelhas sedosas e um nariz redondo e úmido,
E olhos brilhantes, castanhos e ternos.
Estou certo de que se ele o tivesse, o pequeno cachorrinho negro,
saberia desde o começo que ele era Deus;
Não precisaria de prova alguma de que Cristo era Divino,
E apenas veneraria o chão que ele pisou.
Receio que Ele não tenha tido, porque li
Como ele orou sozinho no Monte das Oliveiras;
Pois todos os seus amigos e discípulos se tinham ido
Até Pedro, aquele chamado pedra.
E, oh, tenho certeza de que o pequeno cachorrinho negro,
Com seu coração tão terno e quente,
Nunca o teria deixado sofrer sozinho,
Mas teria ficado ao seu lado,
As suas mãos em agonia teria lambido,
E considerando todas as graças, mas não a perda,
Quando eles O levaram embora, teria caminhado sempre atrás
E o seguido até a Cruz.

Boas imagens

A forma como observamos a realidade é bem parecida com a Fotografia.

O processo fotográfico consiste na sensibilização através da luz em um filme recoberto com substâncias químicas sensíveis. No processo digital, a sensibilização acontece num sensor eletrônico.

Para isto o filme/sensor se encontra numa câmara escura, onde, através de uma abertura, permite-se a passagem de luz.

Alguns ajustes no processo permitem a maneira que a informação será registrada. Controla-se basicamente o tempo de exposição e o tamanho da abertura pela qual a luz entrará. Um dispositivo chamado obturador, tal como uma porta é responsável pelo tempo que a luz sensibilizará o filme/sensor. Mais tempo significa mais luz. O tamanho da abertura é feito por um outro dispositivo, chamado diafragma, que também permite maior ou menor entrada de luz, mas não controla o tempo de exposição.

A fotografia também apresenta uma característica chamada Profundidade de Campo, que é a zona de nitidez da imagem. Todos já vimos fotos onde a partir de certa distância, o foco se perde.

Basicamente, sem querer entrar nos detalhes matemáticos, podemos dizer que quanto maior a abertura do diafragma, menor a profundidade. Assim, se estamos fotografando uma flor e queremos que apenas ela seja focalizada usamos uma grande abertura. O oposto também é válido. Uma pequena abertura nos dá uma profundidade de campo maior, quer dizer que a partir de certa distância tudo estará focalizado.

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Admitindo que a quantidade de luz presente no ambiente seja igual em ambos os casos, podemos concluir que com uma abertura maior teremos que usar uma velocidade maior do obturador, e com uma abertura menor, podemos usar uma velocidade menor do obturador. Para que tenhamos a mesma luz sobre o filme/sensor.  Mais abertura significa menos tempo e menos abertura mais tempo.

Nossa mente também funciona de forma parecida quando observamos uma determinada situação. Somos capazes de criar nossa própria realidade, de acordo com a maneira que “ajustamos nossas lentes”. Ajustes diferentes produzem imagens diferentes…na mesma situação.

Que tipo de imagem você está registrando (quer registrar)? Ela é resultado do ajuste do diafragma/obturador.  A situação é mesma, mas a maneira que registramos pode ser totalmente diversa. Você quer ter um olhar mais abrangente, absorver o maior número de detalhes possíveis? Use uma pequena abertura. E um obturador lento…mais tempo…

Você é do tipo detalhista, seu foco é restrito? Irá precisar de uma abertura maior, mas um obturador rápido, menos tempo…

Qual é a maneira correta? A que te faz sentir melhor. Muitas vezes precisamos restringir, outras vezes precisamos observar a situação de uma forma mais abrangente. Os enganos acontecem quando não ajustamos corretamente e usamos a relação abertura/exposição de maneira equivocada. A foto sai escura, ou queima…

É aí que entram os Florais. Eles nos ajudam no ajuste das lentes pelas quais iremos observar o Universo. Abrangente? Restrito? Faça sua escolha. E boas imagens!!

 

SUS inclui Florais de Bach como Prática Integrativa Complementar (PIC)

Matéria do jornal OGlobo de 12/03/2018 10:00

Ministério da Saúde anuncia 10 novos procedimentos para o SUS

Com as dez novas práticas integrativas, os pacientes poderão contar com 29 procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Por Alba Valéria Mendonça, G1 Rio

O Ministério da Saúde anunciou, na manhã desta segunda-feira (12), a inclusão de dez novas Práticas Integrativas e Complementares (PICS) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir doenças, como depressão e hipertensão. Com as novas atividades, ao todo, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos à população.

“É prioridade não deixar que o país adoeça. Agora, o Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Somos líderes na oferta dessa prática com 9350 estabelecimentos em 3173 municípios. Essas práticas são uma prevenção para que pessoas não fiquem doentes, não precisem de internação ou cirurgia, o que custa muito para o SUS. Vamos retomar nossas origens e dar valor à medicina tradicional milenar”, destacou Barros.

A informação foi divulgada durante a abertura do 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Pública (INTERCONGREPICS), realizada no Rio de Janeiro, no Riocentro.

Quanto ao atual problema com a importação de medicamentos para doenças graves e raras – alguns suspensos desde outubro de 2017- Barros disse que tem de respeitar o que determina a Justiça.

“O que há é que existe uma ampla concorrência entre laboratórios que estão em disputas judiciais. É uma disputa entre eles e o ministério não pode intervir. Estamos com os recursos consolidados, mas enquanto não termina essa disputa judicial, não podemos cancelar ou fazer novas licitações. Há necessidades, mas temos de agir no tempo da justiça”, disse Barros.

Confira cada uma das dez novas práticas:

  • Apiterapia – método que utiliza produtos produzidos pelas abelhas nas colmeias como a apitoxina, geléia real, pólen, própolis, mel e outros.
  • Aromaterapia – uso de concentrados voláteis extraídos de vegetais, os óleos essenciais promovem bem estar e saúde.
  • Bioenergética – visão diagnóstica aliada à compreensão do sofrimento/adoecimento, adota a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos. Ajuda a liberar as tensões do corpo e facilita a expressão de sentimentos.
  • Constelação familiar – técnica de representação espacial das relações familiares que permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou membros da família.
  • Cromoterapia – utiliza as cores nos tratamentos das doenças com o objetivo de harmonizar o corpo.
  • Geoterapia – uso da argila com água que pode ser aplicada no corpo. Usado em ferimentos, cicatrização, lesões, doenças osteomusuculares.
  • Hipnoterapia – conjunto de técnicas que pelo relaxamento, concentração induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado que permite alterar comportamentos indesejados.
  • Imposição de mãos – cura pela imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente. Promove bem estar, diminui estresse e ansiedade.
  • Ozonioterapia – mistura dos gases oxigênio e ozônio por diversas vias de administração com finalidade terapêutica e promove melhoria de diversas doenças. Usado na odontologia, neurologia e oncologia.
  • Terapia de Florais – uso de essências florais que modifica certos estados vibratórios. Auxilia no equilíbrio e harmonização do indivíduo.

Ministro cita Temer e é vaiado

O ministro foi vaiado e quase não conseguiu dar prosseguimento a seu discurso quando citou o nome do presidente Temer. Ele foi vaiado e ouviu gritos de “Fora Temer”. Ele finalizou seu discurso lembrando que a prioridade do ministério é buscar a informatização do SUS e depois a sua regionalização.

“Esse é o nosso desafio, ter conhecimento finque acontece no sistema e integrá-lo. Hoje o SUS só ocupa 60% dos leitos do país. Precisamos otimizar os serviços e valorizar os recursos humanos no SUS”, disse o ministro.

Em 2006, quando foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) eram ofertados apenas cinco procedimentos. Após 10 anos, em 2017, foram incorporadas 14 atividades, chegando as 19 práticas disponíveis atualmente à população: ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia e yoga.

As terapias estão presentes em 9.350 estabelecimentos em 3.173 municípios, sendo que 88% são oferecidas na Atenção Básica. Em 2017, foram registrados 1,4 milhão de atendimentos individuais em práticas integrativas e complementares. Atualmente, a acupuntura é a mais difundida com 707 mil atendimentos e 277 mil consultas individuais.

Matéria no Jornal